O tempo voou, de novo. E foi tão rápido, que eu gastei mais tempo planejando o que pedir nas 7 ondinhas, no ano passado, do que lembrando quais eram as minhas metas pra este ano.
O tempo voou; eu briguei e me reconciliei mais vezes que pude contar; perdi gente amada, conheci gente incrível e acumulei mais sentimentos aleatórios do que pensei que meu corpo aguentaria. E aguentou. Aos trancos e barrancos, diga-se de passagem. E aprendi que o corpo tá aí pra aguentar mesmo... Os 8 quilos que a gente ganha no inverno, os 15 quilos, que pulam pra 5, que a gente tenta perder na primavera. As aulas de pilates, academia, crossfit, squash, spinning, zumba e o que mais eles disserem que ajuda a manter a gente em forma; o suco verde-lilás-azul-com-linhaça-da-amazônia-e-semente-da-india que dizem que é MILAGROSO (você fica de cama por três semanas, mas se isso não emagrece, não sei o que pode emagrecer...), e, óbvio, os calos nos pés e câimbra na panturrilha das noites que só o que a gente precisa e sabe fazer é dançar, mesmo que passe os próximos dois dias sem conseguir sequer caminhar.
Eu tive a oportunidade de abraçar pessoas que eu amava e, em grande parte das vezes, eu abracei. Eu senti vontade de dizer pras pessoas que as amava, e eu disse. Eu tentei segurar a tristeza, algumas vezes, mas tristeza é o tipo de coisa que quanto mais a gente segura, mais dói. Então eu chorei. Chorei até a dor passar, chorei até as lágrimas secarem, e chorei sempre que tive vontade. Até de tanto rir, eu chorei. E no quesito rir, eu acho que eu me superei. Eu ri tanto que eu descobri que isso também emagrece. Aí eu ri ainda mais...
Eu quis voltar no tempo; não deu. Eu quis acelerar o tempo, e quando o tempo passou, eu quis voltar de novo. Adivinha? Não deu.
E agora, o tempo é história pra contar. E logo ele se renova pra gente tentar, de novo, fazer tudo igual. Por que o bom da vida é a gente ter lembrança, e ter esperança. E viver a dádiva de aprender com a gente mesmo, todo santo dia. Por que depois a gente vê que o tempo voou, e só ficou a saudade.