quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Restrospectiva

O tempo voou, de novo. E foi tão rápido, que eu gastei mais tempo planejando o que pedir nas 7 ondinhas, no ano passado, do que lembrando quais eram as minhas metas pra este ano.

O tempo voou; eu briguei e me reconciliei mais vezes que pude contar; perdi gente amada, conheci gente incrível e acumulei mais sentimentos aleatórios do que pensei que meu corpo aguentaria. E aguentou. Aos trancos e barrancos, diga-se de passagem. E aprendi que o corpo tá aí pra aguentar mesmo... Os 8 quilos que a gente ganha no inverno, os 15 quilos, que pulam pra 5, que a gente tenta perder na primavera. As aulas de pilates, academia, crossfit, squash, spinning, zumba e o que mais eles disserem que ajuda a manter a gente em forma; o suco verde-lilás-azul-com-linhaça-da-amazônia-e-semente-da-india que dizem que é MILAGROSO (você fica de cama por três semanas, mas se isso não emagrece, não sei o que pode emagrecer...), e, óbvio, os calos nos pés e câimbra na panturrilha das noites que só o que a gente precisa e sabe fazer é dançar, mesmo que passe os próximos dois dias sem conseguir sequer caminhar.

Eu tive a oportunidade de abraçar pessoas que eu amava e, em grande parte das vezes, eu abracei. Eu senti vontade de dizer pras pessoas que as amava, e eu disse. Eu tentei segurar a tristeza, algumas vezes, mas tristeza é o tipo de coisa que quanto mais a gente segura, mais dói. Então eu chorei. Chorei até a dor passar, chorei até as lágrimas secarem, e chorei sempre que tive vontade. Até de tanto rir, eu chorei. E no quesito rir, eu acho que eu me superei. Eu ri tanto que eu descobri que isso também emagrece. Aí eu ri ainda mais...

Eu quis voltar no tempo; não deu. Eu quis acelerar o tempo, e quando o tempo passou, eu quis voltar de novo. Adivinha? Não deu.

E agora, o tempo é história pra contar. E logo ele se renova pra gente tentar, de novo, fazer tudo igual. Por que o bom da vida é a gente ter lembrança, e ter esperança. E viver a dádiva de aprender com a gente mesmo, todo santo dia. Por que depois a gente vê que o tempo voou, e só ficou a saudade.



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Já falamos muito da pessoa certa, da pessoa errada, da pessoa de faz-de-conta, da pessoa conta-o-que-faz e até da pessoa conto-de-fadas.
Mas de verdade, assim, no duro; pouco importa o que ela é ou, até mesmo, o que ela faz. Não existe uma ciência exata que explique o porquê de a gente gostar, nem foi criada alguma compatibilidade numerológica que garanta o sucesso amoroso entre a gente e quem a gente gosta.
 
Pode ter sido algo na água que você tomou, no ar que você respirou, ou no sol que você pegou. Não importa! Se for pra ser ela, meu amigo, não adianta correr pras montanhas, fazer promessa pra Santo Expedito ou fugir pra casa da tia no interior. Ela dará um jeito de aparecer, de novo. Nem que seja na sua mente ociosa, numa dessas madrugadas de insônia...
 
É que quando a gente gosta acaba por perceber que não existe um enredo, uma equação, uma razão de ser ou uma solução. Não existe pessoa certa, ou errada, pessoa ideal, ou desproporcional. Existe ela, e precisa ser ela. Ponto.
 
Então, que tal a gente parar de arrumar argumentos plausíveis pra se apaixonar e se desapaixonar? Que tal a gente desencanar de tentar encontrar racionalidade nas coisas mais ilógicas do sentimento?
 
Por que a atração é física, a paixão é química. Mas o amor, meu amigo... O amor é instinto puro!