Acordei hoje pela manhã com hálito de hortelã. Abri os olhos metade Ana Maria Braga com seu bom humor matinal e metade todas aquelas outras pessoas com senso de positivismo tão avançado que têm o convívio desaconselhado pra cardíacos ou gestantes. Não me perguntem o porquê... Não existe uma explicação lógica, cronológica ou psicológica pra essas coisas. E ninguém é doido o bastante pra questionar o bom humor.
A verdade é que as folhas das árvores estão caindo; o meu cabelo também. E a menos que o apocalipse esteja próximo, ou eu tenha uma séria tendência pra calvície, existe uma grande possibilidade de folhas mais verdes aparecerem na primavera, assim como fios mais fortes, amém, na minha cabeça.
Isso pra mim faz parte de algum tipo de mensagem Divina.
Algum tipo de grilo falante me pedindo pra pelo amor de Deus parar de tentar amarrar as minhas folhas com barbante somente pelo medo de acabar o outono desnuda e sozinha..
É verdade que eu me prendo duramente a tudo que parece bonito na minha vida. Gosto de amar eternamente, nem que seja amor aos bons costumes. Gosto de torcer pro mesmo time, escolher o mesmo chocolate e entrar na mesma calça de quando tinha dezesseis anos. Eu gosto. Não necessariamente eu consigo.
Mas, poxa, é outono. Outono é morte... E ninguém se dá conta!
O outono tem a tendência natural de derrubar o que já não estava firme e matar o que já estava velho e doente.
Por isso hoje pela manhã eu acordei pronta.
Pronta pras despedidas de tudo aquilo que já não cabe em mim. Minhas calças, principalmente elas, meus sentimentos, meus amores não correspondidos - isso me levou a manhã inteira -, minhas mensagens não respondidas, minhas ideias não valorizadas e meus amigos eternos de festas chatas e gente insuportável.
Abri os olhos e vi que mesmo que todas as minhas folhas e flores caiam, secas e murchas, a minha raíz firmemente decidida não vai me deixar desabar.
E, assim, eu disponho do meu espaço agora livre pra que na hora certa surjam folhas mais verdes e flores mais coloridas que vão encher de alegria minha primavera.
E a vida é assim mesmo;
aprender que com as despedidas nos sujeitamos aos novos encontros.
É deixar morrer o que já não quer se manter vivo
pra deixar nascer o que quiser viver do nosso lado..
sábado, 16 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Esse sorriso...
- Eu preciso desse sorriso.
Pronto, falei. Traindo os meus propósitos, contrariando minhas teses, admitindo o inadmissível. Falei engolindo a seco a sensação de rendição e total entrega, pedindo inconscientemente pra algum anjo da guarda me conseguir, talvez, um litro daquele uísque barato e assassino, pra acabar de vez com essa tortura. Nada feito. A missão é continuar viva; lá vamos nós...
- Eu não gosto de ficar pensando que tudo à nossa volta tem um propósito e um prazo, mas desde que o nosso dia se cruzou em umas dessas paradas imprevistas, as coisas mudaram de perspectiva. Eu espero, em nome da minha saúde mental, conseguir acreditar que tenho domínio sobre os meus pensamentos e sobre meus atos; ou tinha, antes de você vir, de você ir, de você voltar. É tanto vai e volta que eu já nem sei se você tá aí, ou se você já foi, ou se nunca esteve. Mas não importa. O fato é que eu só preciso desse sorriso e de tudo que vem com ele.
Pode ser que as coisas estejam tortas na minha cabeça; que seja um amor meio amizade, uma amizade meio paixão, ou um medo absurdo de que chegue o dia seguinte e tudo seja nada, ou tudo seja uma quase boa história... Eu não quero uma quase boa história!! Eu não quero quases e não quero histórias. Eu quero permanentemente esse sorriso; sorrir esse sorriso, chorar esse sorriso. Eu preciso precisar desse sorriso.
Eu temi, sim, por muito tempo, precisar desse sorriso. Temi que o sorriso não fosse mais o suficiente
e eu precisasse de mais... Precisasse da boca toda, dos olhos, dos ouvidos e do coração!
Mas veja que coisa engraçada aconteceu quando eu deixei de ser sou-mais-eu pra ser sou-totalmente-você:
Não importa como;
Não importa onde;
Só o que eu preciso, pra que os dias sejam mais leves
é desse sorriso.
Pronto, falei. Traindo os meus propósitos, contrariando minhas teses, admitindo o inadmissível. Falei engolindo a seco a sensação de rendição e total entrega, pedindo inconscientemente pra algum anjo da guarda me conseguir, talvez, um litro daquele uísque barato e assassino, pra acabar de vez com essa tortura. Nada feito. A missão é continuar viva; lá vamos nós...
- Eu não gosto de ficar pensando que tudo à nossa volta tem um propósito e um prazo, mas desde que o nosso dia se cruzou em umas dessas paradas imprevistas, as coisas mudaram de perspectiva. Eu espero, em nome da minha saúde mental, conseguir acreditar que tenho domínio sobre os meus pensamentos e sobre meus atos; ou tinha, antes de você vir, de você ir, de você voltar. É tanto vai e volta que eu já nem sei se você tá aí, ou se você já foi, ou se nunca esteve. Mas não importa. O fato é que eu só preciso desse sorriso e de tudo que vem com ele.
Pode ser que as coisas estejam tortas na minha cabeça; que seja um amor meio amizade, uma amizade meio paixão, ou um medo absurdo de que chegue o dia seguinte e tudo seja nada, ou tudo seja uma quase boa história... Eu não quero uma quase boa história!! Eu não quero quases e não quero histórias. Eu quero permanentemente esse sorriso; sorrir esse sorriso, chorar esse sorriso. Eu preciso precisar desse sorriso.
Eu temi, sim, por muito tempo, precisar desse sorriso. Temi que o sorriso não fosse mais o suficiente
e eu precisasse de mais... Precisasse da boca toda, dos olhos, dos ouvidos e do coração!
Mas veja que coisa engraçada aconteceu quando eu deixei de ser sou-mais-eu pra ser sou-totalmente-você:
Não importa como;
Não importa onde;
Só o que eu preciso, pra que os dias sejam mais leves
é desse sorriso.
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