Já falamos muito da pessoa certa, da pessoa errada, da pessoa de faz-de-conta, da pessoa conta-o-que-faz e até da pessoa conto-de-fadas.
Mas de verdade, assim, no duro; pouco importa o que ela é ou, até mesmo, o que ela faz. Não existe uma ciência exata que explique o porquê de a gente gostar, nem foi criada alguma compatibilidade numerológica que garanta o sucesso amoroso entre a gente e quem a gente gosta.
Pode ter sido algo na água que você tomou, no ar que você respirou, ou no sol que você pegou. Não importa! Se for pra ser ela, meu amigo, não adianta correr pras montanhas, fazer promessa pra Santo Expedito ou fugir pra casa da tia no interior. Ela dará um jeito de aparecer, de novo. Nem que seja na sua mente ociosa, numa dessas madrugadas de insônia...
É que quando a gente gosta acaba por perceber que não existe um enredo, uma equação, uma razão de ser ou uma solução. Não existe pessoa certa, ou errada, pessoa ideal, ou desproporcional. Existe ela, e precisa ser ela. Ponto.
Então, que tal a gente parar de arrumar argumentos plausíveis pra se apaixonar e se desapaixonar? Que tal a gente desencanar de tentar encontrar racionalidade nas coisas mais ilógicas do sentimento?
Por que a atração é física, a paixão é química. Mas o amor, meu amigo... O amor é instinto puro!
Nenhum comentário:
Postar um comentário