- Eu preciso desse sorriso.
Pronto, falei. Traindo os meus propósitos, contrariando minhas teses, admitindo o inadmissível. Falei engolindo a seco a sensação de rendição e total entrega, pedindo inconscientemente pra algum anjo da guarda me conseguir, talvez, um litro daquele uísque barato e assassino, pra acabar de vez com essa tortura. Nada feito. A missão é continuar viva; lá vamos nós...
- Eu não gosto de ficar pensando que tudo à nossa volta tem um propósito e um prazo, mas desde que o nosso dia se cruzou em umas dessas paradas imprevistas, as coisas mudaram de perspectiva. Eu espero, em nome da minha saúde mental, conseguir acreditar que tenho domínio sobre os meus pensamentos e sobre meus atos; ou tinha, antes de você vir, de você ir, de você voltar. É tanto vai e volta que eu já nem sei se você tá aí, ou se você já foi, ou se nunca esteve. Mas não importa. O fato é que eu só preciso desse sorriso e de tudo que vem com ele.
Pode ser que as coisas estejam tortas na minha cabeça; que seja um amor meio amizade, uma amizade meio paixão, ou um medo absurdo de que chegue o dia seguinte e tudo seja nada, ou tudo seja uma quase boa história... Eu não quero uma quase boa história!! Eu não quero quases e não quero histórias. Eu quero permanentemente esse sorriso; sorrir esse sorriso, chorar esse sorriso. Eu preciso precisar desse sorriso.
Eu temi, sim, por muito tempo, precisar desse sorriso. Temi que o sorriso não fosse mais o suficiente
e eu precisasse de mais... Precisasse da boca toda, dos olhos, dos ouvidos e do coração!
Mas veja que coisa engraçada aconteceu quando eu deixei de ser sou-mais-eu pra ser sou-totalmente-você:
Não importa como;
Não importa onde;
Só o que eu preciso, pra que os dias sejam mais leves
é desse sorriso.
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